segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

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Podia escrever o teu nome num vidro embaciado ou
segredá-lo a uma borboleta negra.

Podia cortar os pulsos e deixar o sangue correr até que
o mar ficasse vermelho.

Ou beijar-te os pés. Mas esse gesto está reservado
Desde o princípio dos séculos e teria o sabor de uma profanação.

Jorge de Sousa Braga

1 comentário:

Mar Arável disse...

Tudo pelo melhor

com poesia