quinta-feira, 21 de junho de 2012

POEMA A MÁRIO CESARINY





(A Mário Cesariny)

Moveu-se o automóvel – mas não devia mover-se
não devia!

Ontem à meia-noite três relógios distintos bateram:
primeiro um, depois outro e outro:
o eco do primeiro, o eco do segundo, eu sou o eco do
terceiro
Eu sou a terceira meia-noite dos dias que começam
Pregões de varina sem peixe
- peixe morreu ao sair da água
e assim já não é peixe

Assim como eu que vivo uma VIDA EXTREMA

António Maria Lisboa





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