Tentativa de Solidão
Por meus lados adormecidos, sempre atrás de uma claridade desci até olhar-me frente a frente. Escrevo as tristezas com minha velha flauta de sombras enquanto nos copos de vinho bebo meus diversos rostos. Sem chorar despojando-me de tantos estigmas mortais aguardo a alma que fugitiva vem do seu passado em busca de uma fonte adormecida para descer para a noite. Quero estar sozinho em meu grande espectro, meus olhares desertos, meus cantos doem-me porque não findam em seu próprio delírio, mal reluzo neles, mal vou escorrendo como o orvalho desce dos olhos das sombras. Quero ser meu próprio testemunho, a realidade de meu signo, mas, - que povoado imenso galopa, respira, sofre? O peito de raiz perturbado está com substâncias alheias. Vacila esta veia que entra à minha frente vinda do crepúsculo, tão vasta como o passado de fogo de uma estrela, deixa-me seus sinais de luz mas seu esconjuro não consegue que esta fronte asile também nós malignos. Ah, a alma volte a fugir com os pés gelados do ...