o que os meus olhos vêem, o que os teus olhos vêem, será talvez o litigo da solidão profunda, o ar, em suma, num silêncio irredutível, livre, lírico , tão longínquo, num lugar antes do tempo.
Querido(a) novo(a) amigo(a),estou precisando muito da ajuda de todos os amigos. estou montando uma minibiblioteca comunitária pra crianças e adolescentes na minha comunidade carente aqui no Rio de Janeiro,se voce puder me ajudar estou fazendo uma campanha de doações. pode doar qualquer quantia no Banco do Brasil agencia 3082-1 conta 9.799-3, ou pode doar livros ,ou pode doar máquina de costura, ou pode doar retalhos, ou pode doar computador usado. se quizer fazer aguma doação entre em contato com meu email: asilvareis10@gmail.com ,eu darei o endereço de remessa. se voce não puder me ajudar com doações pode divulgar minha campanha, tenho 2 blogs no google gostaria da sua visita: Eulucinha.blogspot.com ,obrigado pela sua atenção.
De mansinho ela entrou, a minha filha. A madrugada entrava como ela, mas não tão de mansinho. Os pés descalços, de ruído menor que o do meu lápis e um riso bem maior que o dos meus versos. Sentou-se no meu colo, de mansinho. O poema invadia como ela, mas não tão mansamente, não com esta exigência tão mansinha. Como um ladrão furtivo, a minha filha roubou-me a inspiração, versos quase chegados, quase meus. E mansamente aqui adormeceu, feliz pelo seu crime. Ana Luisa Amaral
Não me importa a palavra, esta corriqueira. Quero o esplêndido de onde emerge a sintaxe,os sítios escuros onde nasce o "de", o "aliás",o "o" o "porém", e o "que", esta incompreensível muleta que me apóia. Quem entender a língua entende Deus cujo filho é o verbo. Morre quem entender. A palavra é disfarce de uma coisa mais grave, surda-muda, foi inventada para ser calada. Em momentos de graça,infrequentíssimos, se poderá apanhá-la: um peixe vivo com a mão. Puro susto e terror. Adélia Prado
Rudes e breves as palavras pesam mais do que as lajes ou a vida, tanto, que levantar a torre do meu canto é recriar o mundo pedra a pedra; mina obscura e insondável, quis acender-te o granito das estrelas e nestes versos repetir com elas o milagre das velhas pederneiras; mas as pedras do fogo transformei-as nas lousas cegas, áridas, da morte, o dicionário que me coube em sorte folheei-o ao rumor do sofrimento: ó palavras de ferro, ainda sonho dar-vos a leve têmpera do vento. Carlos de Oliveira in A Leve Têmpera do Vento, Quasi
Comentários
Trabalho muito belo.
Obrigada.
Seu comentário sempre me deixa muito contente, Maria.
Beijos.
Te Saúdo e um domingo bom desejo!
Viva Vida!
Feliz ficarei em poder segui-la!
Uma ótima semana para ti.
abraço