sábado, 29 de maio de 2010

II Soneto para Cesário







Se te encontrasse, agora, na paisagem
nocturna dos fantasmas da cidade,
contava-te dos nossos pobres versos
no teu rasto de sombra e claridade

Contava-te do frio que há emmedir
a distância entre asmãos e as estrelas,
comlágrimas de pedra nos sapatos
e umcansaço impossível de escondê-las

Contava-te – sei lá! – desta rotina
de embalarmos amorte nas paredes,
de tecermos o destino nas valetas

De uma história de luas e de esquinas,
comretratos e flores damadrugada
a boiarem na água das sarjetas.


Dinis Machado,




1 comentário:

pin gente disse...

lindo, lindo!
não conhecia.
tenho um particular afectos por sonetos.

um abraço
luísa


ps - cheguei aqui pela tradução da memória