quarta-feira, 13 de maio de 2009

o limoeiro


Tínhamos atrás das grades
Um limoeiro
As frutas amareladas brilhavam como lâmpadas
As flores eram um leque cheiroso no nosso bairro

Tínhamos, atrás das grades
Um limeiro. Nosso
Mas, para fazer enfeites com seus galhos
E perfume das suas flores
O cortaram
Ficamos
Sem o nosso limoeiro
Nossos olhos
Nunca mais viram a primavera.



Mahmud Darwish


Biografia de Mahmud Darwish


Mahmud Darwish, palestino nascido no ano de 1942.
Como muitos dos poetas da resistência palestina, teve desde o princípio uma clara militância política e foi preso em Israel.
Abandonou esse país no começo dos anos 70, viveu em alguns países socialistas europeus, no Egipto, e depois vários anos em Beirute, onde se transformou em um dos membros mais destacados do Centro de Pesquisas Palestinas, dirigindo a revista Shuún Filistiyya.
Sua obra lírica é muito ampla e dela destacamos (*): Hojas de oliva, 1964; Enamorado de Palestina, 1966, um de seus livros mais representativos e emocionantes; El fin de la noche... es día, 1968; Diario de una herida palestina, 1969; Tentativa número 7, 1974; Esa es su imagen, y ésta es el suicidio del enamorado, 1975. Embora grande poeta, Darwish é também dono de uma sugestiva prosa, semi-autobiográfica, extraordinariamente fluida, singela e reflexiva ao mesmo tempo, que aparece em livros como: Algo sobre la patria,1971; Diario de la tristeza corriente, 1973; Adiós, guerra, adiós, paz, 1974. Darwish é possivelmente o poeta mais dotado, representativo e prestigiado da resistência palestina. Sem dúvida trata-se de um criador que sabe unir o verbo erguido e militante com o mais profundo lirismo, e que realiza também um cálido manejo do simbólico.