segunda-feira, 22 de agosto de 2011

o último poema




Assim eu quereria o meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.



Manuel Bandeira





3 comentários:

Jefferson Bessa disse...

A beleza, a simplicidade, a paixão na poesia de Bandeira! Lindo. Beijos, amiga!
Jefferson.

maria azenha disse...

Ele é lindo:)
Obrigada, amigo,pela partilha.
Beijos,

mariah

Maíra da Fonseca Ramos disse...

Lindeza na simplicidade... Esse poema é um dos meus preferidos.