sábado, 21 de junho de 2008

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Precisava de falar-te ao ouvido
De manter sobre a rodilha do silêncio
A escrita.
Precisava dos teus joelhos. Da tua porta aberta.
Da indigência. E da fadiga.
Da tua sombra sobre a minha sombra
E da tua casa.
E do chão.



(Inédito, Daniel Faria)

2 comentários:

Mïr disse...

Abeiro-me deste silêncio como quem canta.

lupussignatus disse...

o corpo

mensageiro

do silêncio

pre sentido