segunda-feira, 13 de abril de 2009

CONFISSÃO A MAAT






"Honra a Ti Grande Deus, Mestre de toda Verdade!
A Ti venho, meu Deus, e me ponho na Tua presença
a fim de tomar consciência dos Teus decretos,
Eu Te conheço e comungo Contigo e com as Tuas quarenta e duas leis
que existem Contigo nesta Câmara de Maat...
É em Verdade que venho comungar Contigo e Maat está presente
no meu pensamento e na minha alma.
Por Ti destruí a maldade.
Não fiz mal à humanidade.
Não oprimi os membros de minha família.
Não forjei o mal em lugar da Justiça e da Verdade.
Não me relacionei com homens indignos.
Não pedi para ser considerado o primeiro.
Não obriguei ninguém a um trabalho excessivo para mim.
Não coloquei o meu nome na frente, para ser elevado às honrarias.
Não privei os oprimidos dos seus bens.
Não fiz nenhum ser humano passar fome.
Não fiz nenhum ser humano chorar.
Não infligi nenhum sofrimento a qualquer ser humano ou a animal.
Não privei os templos das suas oblações.
Não falseei as medidas.
Não me apossei das terras de outrem.
Não fraudei nenhuma terra.
Não alterei os pesos da balança para enganar o vendedor.
Não falseei a indicação da agulha para enganar o comprador.
Não tirei o leite da boca das crianças.
Não reprimi a água no momento em que ela devia correr.
Não apaguei a chama quando ela devia brilhar.
Não repeli Deus nas Suas manifestações.

Eu sou puro!
Eu sou puro!
Eu sou puro!
Minha pureza é a pureza da Divindade do Templo Sagrado. Por isso o mal não me atingirá neste mundo, porque eu, eu mesmo, conheço as leis de Deus, que são Deus.

Cro-Maat!"


2 comentários:

adelaide amorim disse...

Bela ressonância tem esse poema, Mariah. Quase um resumo da doutrina antiga do Egito. Um beijo.

Victor Oliveira Mateus disse...

Maat o célebre conceito egípcio que faz vacilar essa ideia de um
pensamento racional "nascido" na
Grécia--- o Prof. Carreira fala disso num excelente livro publicado -creio - na Europa América...
Um Beijo.