sábado, 25 de abril de 2009

lamento de menino triste




O azeite ainda se agarra
às paredes do frasco depois de esvaziado.
A água, leve, esvazia-se rápido,
às vezes até evapora, e não deixa resíduo,
nada se gruda à parede do frasco.
Ó mãe, faz permanecer em mim a água da alegria
e me livra do azeite do desengano.

Ronaldo Costa Fernandes


(poema enviado gentilmente por Walter Moura)

3 comentários:

Victor Oliveira Mateus disse...

Lindo!

Uma alegoria bastante abrangente até: metafísica, da conduta humana, hoje até me apetece lê-lo
com uma entoação socio-política... O poema é tão rico que dá para estas leituras todas...
Bom domingo.

adelaide amorim disse...

Belo poema, como o Walter bem sabe escrever. Um beijo de fim de semana, Mariah, e um excelente domingo.

mariah disse...

Adeliade,
o poema é de Ronaldo C. Fernandes.

beijo de bom fim de semana