quarta-feira, 30 de julho de 2008

poema ao Homem


Frequentemente esqueço as palavras.
Esqueço-Me. Esqueço-Te.
E sem linguagem
desapareço.
Torno-me farol de imagens,
imperativo
que impedido de comunicar,
desvenda outro reino.
Gêmea de árvores e pedras
mas sempre estranha
que se entranha na garupa do vento.
Regresso tarde ou cedo...
a tempo
do tempo
das estações contemplar.

Relembro as palavras.
Relembro-Me
Relembro-Te

Presumo a urgência de Amar...



poema de Aya

1 comentário:

lupussignatus disse...

o tempo

é o eco

de palavras

que se

cristalizaram

em silêncio